Real faz bom primeiro tempo e vence o Barcelona
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Imagem: Getty Images |
Real Madrid e Barcelona fizeram, neste sábado (10), no Estádio Alfredo Di Stéfano, o segundo ‘El Clássico’ desta temporada de La Liga e, talvez, o último de Lionel Messi. O Real levou a melhor nos dois confrontos, pelo primeiro turno venceu por 3x1 e nesta noite 2x1.
Primeiros minutos
O início do confronto deixava claro as propostas das duas equipes. O Real, desfalcado de peças importantes e desgastado do jogo contra o Liverpool, pela Liga dos Campeões, no meio da semana, adotou uma postura mais defensiva. Com uma linha de cinco defensores, o time de Madrid fazia um 5-4-1, com Vinícius Jr. voltando para compor a segunda linha no meio-campo e deixando apenas Benzema à frente.
Quanto ao Barcelona, Ronald Koeman não modificou o time que vinha dando muito certo até então. O desenho da equipe durante a primeira etapa foi com três zagueiros, Busquets à frente como primeiro homem de meio, os dois alas dando amplitude, com Messi, Pedri e De Jong circulando pelo meio e Dembelé como homem de referência.
Propostas das equipes e componentes táticos do 1º tempo.
Embora o início da partida tenha sido com as duas equipes se alternando em subir pressão e dificultar a saída de bola do adversário, enquanto o pressionado tentava superar essa pressão, o jogo logo entraria no seu cenário mais “definitivo”.
O Barcelona tinha a bola, e tentava, a partir da posse, propor o jogo como gosta. Sendo assim, o Real aceitou essa condição, mas como estratégia. Jogar em bloco mais baixo, atrair o adversário e aproveitar os espaços deixados nas costas da defesa é uma ótima estratégia, desde que bem executada, primeiro defensivamente. E foi isso que a equipe de Zidane fez com autoridade durante todo o primeiro tempo.
Dado esse contexto do que foi o primeiro tempo, convém tentar explicar taticamente o que levou o jogo a ter esse cenário. Zidane iniciou a partida com Valverde no time titular, tendo a mesma função de hoje, o que não foi novidade, pois o treinador já fez a mesma coisa em alguns jogos nessa temporada. Com Valverde pela direita, compondo a linha de cinco, Lucas Vásquez jogou como um terceiro zagueiro.
Dessa forma, o lado esquerdo do Barça, muito forte, com Alba ultrapassando e Pedri e Messi caindo por ali, mecanismo forte da equipe para entrada em último terço, foi completamente anulado. Por dentro, os meio-campistas da equipe Culé não tiveram espaço, enquanto a profundidade, com Dembelé, não existiu devido às ótimas atuações dos zagueiros madridistas.
Porém, o forte lado direito do Real Madrid não se limitou somente a defender. A dupla Valverde e Vásquez, funciona em todas as fases do jogo. Os dois se compensam a todo momento, quando um está na amplitude, o outro está por dentro; quando um está mais avançado o outro está como base, mais recuado. A atuação dos dois jogadores no primeiro tempo e o primeiro gol do Real, comprovam o que acabei de escrever. Pouco depois, Toni Kroos, de falta, aumentou o placar.
Segundo Tempo
Na segunda etapa, o Barcelona modificou o esquema. Saiu Dest, entrou Griezmann, que junto a Dembelé, passou a ocupar a amplitude. O Barça melhorou, diminuiu o placar, conseguiu ser mais agressivo, entrar mais na defesa madrilenha e criar algumas situações de perigo. Mas, ao mesmo tempo, cedeu mais espaço ao adversário à medida em que foi passando o segundo tempo e a equipe tendo que se expor mais.
O Real cansou no segundo tempo, se preocupou mais com a parte defensiva e nos momentos que escapou e conseguiu contra-atacar, não finalizou bem as jogadas. O Barcelona não soube aproveitar.
O 2x1 foi justo, na soma dos dois tempos, o Real Madrid foi melhor, das duas propostas para o jogo foi a que melhor funcionou. O resultado embola ainda mais a briga pelo título do Campeonato Espanhol.
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