Diniz precisa ser ele, para São Paulo ser outro.
Nesse retorno do futebol brasileiro, o jogo bem jogado virou exceção. Bons quinze, vinte minutos - talvez bons primeiros tempos em uma partida ou outra. Raros momentos entre a péssima qualidade apresentada.
Pode-se descrever qualquer equipe do Campeonato Brasileiro com essa introdução. Mas o foco será o São Paulo, de Fernando Diniz.
A paralisação contribuiu para o atual cenário - ou a volta precipitada é quem deva ser responsabilizada.
É certo que a equipe não desempenha um bom futebol. Falta intensidade, mobilidade desde a fase defensiva na saída curta, que dificulta a progressão da equipe no campo de jogo, até a fase final de conclusão das jogadas.
O São Paulo tem a cara de Diniz e não tem a cara de Diniz.
Quero dizer que tem a forma, o desenho, as ideias do treinador. Mas não tem a mesma execução de equipes anteriores treinadas por Fernando Diniz.
Embora o setor defensivo fosse o ponto forte do tricolor, era claro que os jogadores não tinham as características do jogo pretendido pelo técnico. As opções por Léo Pelé e Diego Costa na zaga, é uma tentativa de melhor saída de bola contra a pressão adversária - essa fase inicial de construção, que o futebol brasileiro custa a aceitar por soberba ou ignorância.
O futebol atual é muito sobre pressionar a equipe adversária e saber sair da pressão quando exigido.
Os melhores momentos do time do São Paulo até aqui, são os momentos que a equipe sobe a marcação para pressionar a saída de bola, recupera, e assim consegue levar perigo ao gol rival. Já que com a bola nos pés, o time encontra enorme dificuldade para progredir em campo e criar oportunidades de gol.
Falta, como já dito, maior dinâmica, movimentação e agressividade sem a bola. Com a bola no pé, acrescenta-se a verticalidade a essas deficiências.
A impressão que fica é que falta ousadia a Diniz no São Paulo, por mais incrível que pareça essa dedução.
Seria uma mudança de filosofia? Uma “adaptação”?
Talvez falte radicalidade, para romper as noções em campo e fora dele. Porque apostar no tempo é viver ou morrer a cada rodada.
Se Diniz for mais Diniz, o São Paulo será mais do que está sendo.
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